REDUÇÃO DE GASTOS

Veja o melhor caminho para cortar custos em sua empresa

  • segunda-feira, 18 de julho de 2016
  • Publicado por CONDUX
  • Empresarial
REDUÇÃO DE GASTOS

Veja o melhor caminho para cortar custos em sua empresa

O panorama empresarial para 2016 não é nada animador. A taxa de desemprego alcançou 10,2% da popula- ção, somando 10,4 milhões de brasileiros fora do mercado no primeiro trimestre, segundo o IBGE, a maior perda de empregos com carteira assinada no trimestre em quatro anos. A inadimplência das empresas também tem subido. O levantamento feito pelo SPC Brasil e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostrou que o setor de serviços é o mais inadimplente em todo país. Para fugir desse quadro, a solução buscada pelos empresários é a redução de gastos.

De acordo com Haroldo Monteiro, professor do MBA em Finanças da Universidade Veiga de Almeida (UVA), o primeiro passo não é sair cortando custos, mas analisar processos. “Quando se fala de corte de pessoal, é fundamental checar quanto, efetivamente, aquele gasto traz de retorno”, afirma. Isso porque, ao demitir um funcionário qualificado, o empresário pode estar abrindo mão de um rendimento.

A importância de um setor sólido de Recursos Humanos está em identificar o perfil e o rendimento de cada um e indicar soluções em momentos críticos. Saber quais são os indispensáveis e quem pode ser realocado, por exemplo, é necessário. E não se pode esquecer do custo gerado pelas demissões.

No lado oposto, existe a dúvida sobre a contratação em períodos de retração econômica, o que representa um novo gasto. Segundo Monteiro, especialmente quando se trata de uma função sem relação direta com a atividade fim, é provável que a terceirização saia mais barato.

Um tiro no pé

Em cenário de crise, as áreas que mais sofrem cortes, em geral, são Marketing, Recursos Humanos e Treinamentos. O motivo, para Monteiro, é a visão – errada – de que são as áreas menos “fundamentais” para a sobrevivência da empresa. O preço disso, no entanto, se reflete mais à frente: “As empresas precisam investir em capital humano – o que inclui treinamentos e um RH bem estruturado –, sistemas e marketing. O problema é que essas despesas, em geral, não são bem avaliadas”, opina.

Quando a empresa tem uma verba para marketing, ela precisa, em primeiro lugar, avaliar quais são seus objetivos e, em seguida, a melhor estratégia. O problema está no desperdício, nunca no investimento. Assim, além de focar em análise e aprimoramento de processos, deve-se pensar em investir em soluções tecnoló- gicas para gerir melhor os recursos disponíveis, bem como na contratação de consultorias para indicar o melhor caminho.

Despesas ocultas

O professor chama atenção para determinadas despesas que podem passar despercebidas, como os custos financeiros. Muitas empresas acabam dependentes de capitais de bancos e, assim, criam um planejamento de crescimento baseado em endividamento bancário, o que a expõe a um custo muito alto com tarifas e juros. Ele exemplifica: “Abertura de muitas contas, muitos empréstimos, entre outros. O controle é difícil porque é algo muito dinâmico, já é parte do cotidiano. Reduzir as contas bancárias e de operações financeiras pode representar uma economia significativa”.

Contas fixas

Algumas despesas fixas, como material de escritório, água, luz, internet e telefone, entre outras, também podem ser revistas para evitar desperdício. Porém, o perfil de cada empresa sinalizará o quanto esses custos representam no orçamento.

Regime de tributação

Uma importante questão é o regime de tributação mais adequado a cada perfil empresarial. Caso esteja enquadrado erroneamente, o empresário pode pagar mais do que deveria em tributos. Segundo a Fenacon, o Simples Nacional pode gerar uma economia de até 40%, por exemplo.

Podem optar pelo Simples os empreendimentos com um faturamento anual de até R$ 3,6 milhões. Com a queda no faturamento das empresas, espera-se o aumento de ingressantes no Simples. 

 

Fonte: Revista Sescon